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quinta-feira, 2 de junho de 2016

O poeta Maciel Melo e nosso São João Chegando...


Boa Tarde Caros Leitores!!

É O MÊS DE JUNHO CHEGANDO e  o nosso homenageado desta vez, é ninguém menos que o Grande Poeta Pernambucano Maciel Melo!! http://www.letras.com.br/#!maciel-melo


Este nobre artista é responsável por inúmeras canções que mexem com o coração do sertanejo. Suas composições foram cantadas por Elba Ramalho, Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim e principalmente por Flávio José. Vi um documentário onde ele relata que inicialmente pretendia seguir carreira musical como violeiro, numa pegada semelhante ao baiano Xangai... No entanto, o destino acabou fazendo com que ele enveredasse pelo forró, onde muitos o conhecem como o Rei do Xote...



Esse pernambucano possui talento de sobra!! é impressionante sua versatilidade com a viola!! Suas letras merecem um destaque a parte. Quando Flávio José cantou pela primeira vez que nem vem vem nascia ali uma parceria que se tornou forte e duraria muitos anos... A fórmula passou a se repetir todo ano, o chamado disco do São João. E assim foi um sucesso atrás do outro...

QUE NEM VEM VEM

Quebrei no dente
Tô na história, tô e sei
Que sou motivo pra falar
Entrei de cara, cara
E tô saindo fora
Ta no tempo já é hora
De poder me desfrutar
Semente negra
Eu sou raiz poderosa
Aguada em verso e prosa
Na cacimba de Belá
Meu canto tem
O chaco-chaco de uma cuia
E tem, tem as manhas
Que Mestre Louro plantou
Pra colher um canto
Assim que nem vem-vem
E soar como um acorde de sanfona
Festejar que nem "Passarim" no xerém
Namorar com a batida da zabumba
Tum-tum-tum bate-bate meu coração
Por um forró
Que nem os de passagem funda
Tum-tum-tum bate-bate meu coração
Da-lhe zabumba
E Jacsom no pandeiro é ás
Tum-tum-tum bate-bate meu coração
Se essa morena não me quer
Não quero mais


Seguindo nessa batida, o que falar de velho arvoredo que ficou marcada no Trio Forrozão!!??


VELHO ARVOREDO
Cadê aquela sombra bela
Do velho arvoredo
Onde a gente se amava
Cadê aquele cheiro bom
de pasto mastigado
Onde ruminavam os bois
Cadê o riso de Luzia
Que me disse um dia
A lua é de nós dois
E a gente no velho arvoredo
A lua vinha cedo
Clarear o nosso amor
Pode me chamar de cafona
Eu gosto é de forró
Minha sandália é currupele
Ainda chamo cachete
Califim e carintó
Eu gosto de uma aguardente
Uma mulher decente
Pra ser meu xodó
E um cavalo bom de cela
P'reu montar com ela
E derrubar a dor
Numa boa vaquejada
Namorar com minha amada
Na sombra de uma flor

Flávio cantou e declamou clássicos de Maciel Melo... como