Mostrando postagens com marcador Nordeste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nordeste. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Marchinhas de carnavais 1: Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon...

Boa Tarde Galera!


felinto-de-moraes
Felinto de Moraes (Recife, 1884 – Rio de Janeiro, 1927)
Felinto, pedro salgado, guilherme, fenelon
Cadê teus blocos famosos
Bloco das flores, andaluzas, pirilampos, apôs-fum
Dos carnavais saudosos
Na alta madrugada
O coro entoava
Do bloco a marcha-regresso
E era o sucesso dos tempos ideais
Do velho raul moraes
Adeus adeus minha gente
Que já cantamos bastante
E recife adormecia
Ficava a sonhar
Ao som da triste melodia

O nosso carnaval está chegando, e assim achei por bem pesquisar um pouco sobre as nossas saudosas marchinhas. Elas que sempre tocaram e ainda permanecerão tocando por muito tempo, despertando assim, naqueles que gostam deste tipo de música, um sentimento de afetividade e boas lembranças. A chamada Memória Afetiva.

Desta forma, nada mais justo do que começar homenageando o frevo Evocação nº 1, que todos nós conhecemos pelo seu início... Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon...

Neste sentido, trago abaixo algumas matérias sobre este clássico do nosso carnaval com a devida fonte logo acima da respectiva matéria.

A todos uma boa leitura e que tenhamos todos um bom carnaval!!

Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2017

Hélio Santa Rosa Costa Silva.



felinto-de-moraes
Felinto de Moraes (Recife, 1884 – Rio de Janeiro, 1927)
Naquele hoje distante Carnaval de 1957,...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O poeta Maciel Melo e nosso São João Chegando...


Boa Tarde Caros Leitores!!

É O MÊS DE JUNHO CHEGANDO e  o nosso homenageado desta vez, é ninguém menos que o Grande Poeta Pernambucano Maciel Melo!! http://www.letras.com.br/#!maciel-melo


Este nobre artista é responsável por inúmeras canções que mexem com o coração do sertanejo. Suas composições foram cantadas por Elba Ramalho, Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim e principalmente por Flávio José. Vi um documentário onde ele relata que inicialmente pretendia seguir carreira musical como violeiro, numa pegada semelhante ao baiano Xangai... No entanto, o destino acabou fazendo com que ele enveredasse pelo forró, onde muitos o conhecem como o Rei do Xote...



Esse pernambucano possui talento de sobra!! é impressionante sua versatilidade com a viola!! Suas letras merecem um destaque a parte. Quando Flávio José cantou pela primeira vez que nem vem vem nascia ali uma parceria que se tornou forte e duraria muitos anos... A fórmula passou a se repetir todo ano, o chamado disco do São João. E assim foi um sucesso atrás do outro...

QUE NEM VEM VEM

Quebrei no dente
Tô na história, tô e sei
Que sou motivo pra falar
Entrei de cara, cara
E tô saindo fora
Ta no tempo já é hora
De poder me desfrutar
Semente negra
Eu sou raiz poderosa
Aguada em verso e prosa
Na cacimba de Belá
Meu canto tem
O chaco-chaco de uma cuia
E tem, tem as manhas
Que Mestre Louro plantou
Pra colher um canto
Assim que nem vem-vem
E soar como um acorde de sanfona
Festejar que nem "Passarim" no xerém
Namorar com a batida da zabumba
Tum-tum-tum bate-bate meu coração
Por um forró
Que nem os de passagem funda
Tum-tum-tum bate-bate meu coração
Da-lhe zabumba
E Jacsom no pandeiro é ás
Tum-tum-tum bate-bate meu coração
Se essa morena não me quer
Não quero mais


Seguindo nessa batida, o que falar de velho arvoredo que ficou marcada no Trio Forrozão!!??


VELHO ARVOREDO
Cadê aquela sombra bela
Do velho arvoredo
Onde a gente se amava
Cadê aquele cheiro bom
de pasto mastigado
Onde ruminavam os bois
Cadê o riso de Luzia
Que me disse um dia
A lua é de nós dois
E a gente no velho arvoredo
A lua vinha cedo
Clarear o nosso amor
Pode me chamar de cafona
Eu gosto é de forró
Minha sandália é currupele
Ainda chamo cachete
Califim e carintó
Eu gosto de uma aguardente
Uma mulher decente
Pra ser meu xodó
E um cavalo bom de cela
P'reu montar com ela
E derrubar a dor
Numa boa vaquejada
Namorar com minha amada
Na sombra de uma flor

Flávio cantou e declamou clássicos de Maciel Melo... como

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Flávio José... De funcionário do Banco do Brasil a um dos maiores sanfoneiros do nosso Brasil!



Flavio José nasceu em Monteiro na Paraíba. Um cidade localizada no cariri paraibano. Ele, segundo Dominguinhos é o sucessor natural de Luiz Gonzaga. Vi um vídeo em Dominguinhos fazia tal afirmação com muita convicção. Ele elogiava muito a carreira sólida de Flávio assim como sua voz marcante. Pois bem, embora tal afirmação pareça precipitada e controversa para alguns, o fato é que Flávio José, é sem dúvida alguma, um dos maiores sanfoneiros que o Brasil possui. O paraibano iniciou sua carreira com a banda os Tropicais de Monteiro.









Fonte: http://www.forroemvinil.com/flavio-jose-e-os-tropicais/




Seguidamente, pela falta de profissionalismo de seus integrantes, Flávio decide seguir carreira própria. Ele, assim, conciliava seu trabalho no Banco do Brasil e sua vida de Artista. Com agenda sempre lotada no período junino, Flávio foi consolidando sua carreira musical. Foi quando no início nos anos 90

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Um pouco sobra a História da Banda Styllus, de Limoeiro do Norte no Ceará!



Uma das Banda de Forró que costumo ouvir com muita frequência, trata-se da Banda Styllus. Uma banda que marcou muitos todos aqueles que gostam de forró. Mais precisamente durante os anos 90 e início dos anos 2000... Sendo assim, resolvi pesquisar um pouco sobre essa Banda, que na realidade se tratava, de uma família formada por 7 irmãos. Sendo o filho mais velho Ednir que começou toda carreira musical da Banda.

A seguir, ilustro algumas matéria publicada sobre essa Grande Banda De Forró, a nossa Banda Styllus!!

Boa leitura a todos!

Rio de Janeiro, 24 de novembro de 2015.
Hélio Santa Rosa Costa Silva.




Ednir

 


José Ednir Maia
 12/06/1964 Tabuleiro do Norte, CE
 1992

Não deixe de ver:

Dados Artísticos

Aos 16 anos de idade, passou a fazer parte da banda de música de sua cidade, Limoeiro do Norte (CE), tocando vários instrumentos, como saxofone e violão.   Em seguida, junto com um de seus irmãos, José Nilson, montou a banda Ação Musical, que não obteve muito êxito. Passou a tocar a cantar sozinho em aniversários, batizados, festas em colégios e outros eventos artísticos de sua cidade.  Em 1985, recebeu uma medalha de cantor revelação.  Em 1988, no Clube BNB, em Fortaleza (CE), recebeu a medalha de artista do ano. Na sequência, em 1989, junto com seus 6 irmãos, decidiu formar a Banda Styllus 7, pois segundo suas palavras “eram 7 irmãos e 7 notas musicais”. Em 1991, a banda liderada por ele, e com o nome já modificado para Edinir e Banda Styllus, gravou seu primeiro disco, “Mistura”.  O segundo LP da banda foi gravado em no ano seguinte, mas poucos dias após a finalização do disco, faleceu em um acidente.  A Banda Styllus, porém, permaneceu em atividade e se tornou um nome importante da música nordestina moderna.  Compôs alguns grandes sucessos, gravados pela própria Banda Styllus e por outras, como Mastruz com Leite, sendo o principal deles “Vida de vaqueiro”.  No estado do Ceará, após sua morte, recebeu homenagens, como, por exemplo, o salão de dança do BNB Clube de Limoeiro, que recebeu seu nome.

Cantor. Compositor. Produtor. Multi-instrumentista.  Nascido e criado em Tabuleiro do Norte (CE), aos 13 anos de idade, mudou-se uma cidade vizinha, Limoeiro do Norte.   Aos 15 anos, foi morar em São Paulo. Aos 16 anos, retomou a Limoeiro do Norte para ingressar na Escola de Música Maestro José Robles. Faleceu em um acidente de moto na BR-116


Banda Styllus



Componentes

Ednir Maia (formação inicial) Ailson Maia  Joáb Maia
[Saiba Mais]

Dados Artísticos

Grupo de forró fundado em julho de 1989, pelo cantor e compositor Edinir.  O grupo inicialmente chamava-se “Banda Styllus 7”, pois era formado por Edinir e seus 6 irmãos.  Segundo as palavras dele, “eram 7 irmãos e 7 notas musicais”. Em 1991, já com o nome modificado para “Ednir e Banda Styllus”, lançaram seu primeiro (...)
[Saiba Mais]
Grupo de forró fundado em julho de 1989, pelo cantor e compositor Edinir.  O grupo inicialmente chamava-se “Banda Styllus 7”, pois era formado por Edinir e seus 6 irmãos.  Segundo as palavras dele, “eram 7 irmãos e 7 notas musicais”. Em 1991, já com o nome modificado para “Ednir e Banda Styllus”, lançaram seu primeiro disco, “Mistura”, que apresentou a música de trabalho “Coração Velho”.  O segundo LP foi gravado no início de 1992. Entretanto, dias após a gravação, o criador do grupo, Edinir, faleceu em um acidente de moto. No CD, foi lançada a sua composição “Vida de Vaqueiro”, que seria regravada por vários outros artistas, entre eles, Mastruz com Leite.  Após a morte de Edinir, os irmãos Ailson Maia e Joáb Maia assumiram a liderança.  Em 1994, assinaram contrato com a gravadora Som Zoom, através da qual gravaram vários CDs, entre eles, “Dor de Saudade vol. 01”, que trouxe os sucessos “Dor de saudade”, “Styllão” e “Me chama”.  O quinto CD da banda, “Flertes”, fez sucesso com as músicas “Vem me amar”, “Lágrimas de amor” e a própria faixa-título “Flertes”. A partir de 1998, com um nome já consolidado no nordeste, passaram a gravar de forma independente.  Em 2001, lancaram o CD ”O Lambadão 2001”, que apresentou o maior sucesso da história do grupo, a música “Toque Toque DJ”, com a qual fizeram sucesso nacional, e apresentaram-se em programas de TV a nível nacional, em canais como Rede Globo de Televisão, SBT, Record e Rede TV.           Até 2012, lancaram 14 discos, sendo 2 LPs com o nome “Edinir e Banda Styllus”, e, 12 CDs após a morte de Edinir.




Saiba quem foi Ednir Maia, o compositor e criador da Banda Styllus...
Não sei para onde vou, Nem de onde você vem,
Mas tenho certeza de que qualquer dia desses
nós nos encontraremos num baile com
a Banda Styllus”. 

(Ednir Maia)

Essa frase pertencia ao compositor Ednir Maia, e era presente em todos os encartes de uma banda que já foi considerada uma das melhores do país, a Banda Styllus.

O site Portal Forrozão pesquisou a vida do compositor de fundador da banda Styllus, que faleceu precocemente em um acidente, em 1992, deixando duas heranças para sua família, suas composições e a banda Styllus.

Ednir é autor de grandes sucessos gravados pela banda Styllus e outros grandes nomes, como Mastruz com Leite.

Conheça agora a história desse eterno artista:
Numa família de sete filhos, todos Josés, nasceu José Edinir Maia (Codinome Ednir) no dia 12 de junho de 1964 na comunidade de Sítio do Rocha, cidade de Tabuleiro do Norte no Ceará. Em 1977 mudou-se para a cidade vizinha, Limoeiro do Norte.

Aos 15 anos foi morar em São Paulo. Ao ver uma banda de música tocando numa Praça em São Paulo, aflorou nele o dom que Deus lhe havia dado, foi o suficiente para ter certeza que o mundo artístico da música estava na veia, no sangue.

Ficou encantado com o som que ouviu, e em novembro de 1980, já com 16 anos, retomou a cidade de Limoeiro do Norte para ingressar na Escola de Música Maestro José Robles.

Passou a fazer parte da banda de música da cidade tocando sax-barítono, tornou-se um músico polivalente, tocando inclusive violão.

Ednir era uma pessoa pacata, tranqüila, religiosa, serena e amada por todos que o cercava. Quando ia compor, deítava-se na sua rede, pegava seu violão e passava noites em claro compondo.



Ednir via música em tudo, certo dia, depois de ceiar com a família, pegou o próprio copo e os outros seis de seus irmãos, os encheu de água em quantidades diferentes e começou a tocar suas músicas batendo nos copos que davam o som das notas musicais.

Ednír pouco se importava com valores materiais, sua felicidade era estar com os pais, os irmãos e os amigos, cantando e tocando.

O poeta, cantor e compositor, Ednir, tinha o sonho de montar uma banda. Junto com seu irmão José Nilson, montou a Banda Ação Musical que não teve muito êxito. Seu trabalho e sua fé em Deus eram grandes, o mesmo tinha uma frase que dizia: "Acredite nos sonhos como na sua própria vida".

Com seu talento para compor, cantar e tocar passou a ser convidado a animar aniversários, batizados, festas em colégio e outros eventos artísticos da cidade. Em 1985 recebeu a medalha de cantor revelação. Em 1988 no Clube BNB recebeu a medalha de artista do ano.

Certo dia falou para sua mãe que um dia, todos iriam ouvir falar da Banda Styllus 7. Surpresa a mãe perguntou: "Porquê Styllus 7?". Ele respondeu: "Porque somos 7 irmãos, 7 Josés e 7 são as notas musicais", e ali surgia o nome do grupo 'Banda Styllus 7'.

O sonho do poeta Ednir Maia se concretizou em 02 de julho de 1989, data em que foi fundada a "Banda Styllus 7", que levou esse nome até o ano 1991, quando a banda gravou seu primeiro LP "MISTURA" intitulado Ednír e a Banda Styllus (sem o sete) que permanece até hoje.

O segundo LP foi gravado em janeiro de 1992, porém dias após a gravação, no dia 23 de março, o criador da banda, o poeta e cantor Ednir Maia faleceu em um acidente na BR-116 quando pilotava sua moto.

Ednir se tornou um marco na música regional cearense, e até hoje recebe homenagens por suas composições. O Salão de Dança do BNB Clube de Limoeiro do Norte recebeu o nome do poeta, mas, sua homenagem maior é com certeza a BANDA STYLLUS, seu sonho vivo.

José Edinir Maia
(*1964/†1992)





28/12/01 - 00h00 - Atualizado em 28/12/01 - 00h00


Lambadão do Styllus

O som é contagiante. Mistura o rasqueado, um ritmo típico do

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

LUIZ GONZAGA, um gênio que fez o Brasil conhecer o Nordeste e seus costumes... PARTE 1



Luiz Gonzaga

Há cercas de dois meses estou lendo uma biografia sobre o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. O nome da biografia é A Vida do Viajante: A saga de Luiz Gonzaga, cuja autoria é da Francesa Dominique Dreyfus. Aqueles que escreveram sobre este nordestino nascido na Serra do Araripe, encravada no sertão pernambucano, afirmam que esta é a biografia mais completa sobre o nobre Rei do Baião. Luiz Gonzaga, embora nem todos saibam, foi um músico que sempre prezou pelo bem da sua região. Incompreendidos por muitos, ainda hoje é motivo de polêmica sua "veia política". O fato é que sua obra é vasta e deveria ser mais valorizada e respeitada.

De toda maneira, escrevo algumas poucas linhas tentando homenagear e divulgar este nordestino que fez o Brasil conhecer o Nordeste, com seus costumes, suas tradições e sua gente. 


Nesse sentido, farei estes relatos, baseados na